segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Outono

Antes que o frio
do vindouro inverno
enrijeça os meus
sentimentos
desfolharei todos os
temores
que insistem em fincar
raízes adversas.

E em cada pedaço
de silêncio
que o vento levar
repousará um verso
que servirá de elo
entre os amigos ausentes.

E o inverno será
aconchegante
pois com os frutos
produzidos no outono
alimentarei a minha alma errante.

Poema do livro "Arabescos"

domingo, 28 de setembro de 2008

LIVROS "BEIRAIS" e ARABESCOS - À VENDA NAS LIVRARIAS PARALER DE RIBEIRÃO PRETO

Os meus dois últimos trabalhos "Beirais" e "Arabescos", podem ser encontrados na Banca de Revistas da Nuccia - Sertãozinho/SP e nas Livrarias Paraler de Ribeirão Preto/SP. Confiram.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

LANÇAMENTO DE ARABESCOS SERÁ DIA 03 /09/08 ÀS 19:30 H

Caros amigos, leitores, pessoas interessadas: o lançamento de meu livro Arabescos que estava previsto para o fim de agosto, ocorrerá no dia 03 de setembro, às 19:30 h, na 6ª Feira do Livro de Sertãozinho. Durante toda a feira estarei no Estande da ASL- Academia Sertanezina de Letras, divulgando o novo livro bem como os anteriores Achados e guardados e Beirais. Até lá.

domingo, 28 de outubro de 2007

O lançamento de Beirais foi um sucesso

Aproximdamente cem pessoas prestigiaram o lançamento do meu livro Beirais, no dia 26 de outubro na Casa da Cultura de Sertãozinho. Escritores, amigos, conhecidos, leitores interessados em conhecer o meu trabalho. Agradeço a todos com o mesmo entusiasmo.
Quem não teve oportunidade de adquirir o livro poderá encontrá-lo nos seguintes locais: Livraria Sapiência, Livraria Nova Visão, Banca 21 de Abril e Banca de Revistas da Nuccia.

Ausência


Abraça-me
como o brilho ao cristal
que guarda dos lábios
as marcas
a saliva ainda em ebulição.


Abraça-me
como órfão ao destino
o beco ao fugitivo
que desprovido de perspectivas
admite o precipício.


Compartilharemos
do barco à deriva as velas
qual andejo com o nada
observadores atentos
horas e sentinela.


Abraça-me infinda madrugada
como um pai que ao filho espera.

Poema do livro "Beirais".

sábado, 25 de agosto de 2007

Sinos


Os sinos dobram
e bate em meu peito
uma dor profunda


Outrora estes sinos
soavam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo


Mas hoje eles dobram
e a minha dor é profunda


a dor de perder
parte do meu mundo.

(1986) - Poema do livro "Cais".

domingo, 19 de agosto de 2007

LÁGRIMAS


As Lágrimas
infiltradas por entre rochedos
são filetes tênues
de um rio
hoje ausente,


que outrora transcendia
com suas águas transparentes
despencando em altas quedas
- a emoção à flor da pele


Nem todos os rios são perenes

Poema do livro "Achados e guardados".

GOTA

Transcende a gota
à queda
e repousa calma
na folha que, solícita
a recebe.

O solo há tempos espera
mas reluta a gota,
ante a acolhida da folha,
a abandonar carícias certas.

Gota folha solo
triângulo inevitável
da chuva que é promessa.


Poema do livro "Achados e Guardados".